Afinal, o que é o jejum intermitente? Ele emagrece mesmo?

Por Zélia Sbaraini

O jejum intermitente (JI), como o próprio nome já indica, trata-se de um padrão alimentar em que são estabelecidos intervalos, nos quais se alternam períodos de alimentação regular e jejum. Pode ser feito com restrição da ingesta de calorias ou pelo não consumo total de comida por um determinado tempo.

jejum intermitente

Há variações na forma que se pratica o JI. O protocolo mais adequado ao perfil, organismo e hábitos de cada pessoa deverá ser definido juntamente com um nutricionista funcional. Os protocolos mais comuns são:

1 – Protocolo Leangains ou Método 16/8: Ele dá a você uma janela de alimentação de 8 horas e um período de jejum de 16 horas.

2 – Protocolo Eat-Stop-Eat (Coma-Pare-Coma): É um protocolo que envolve jejuns de 24 horas, uma ou duas vezes por semana.

 

3 – A Dieta 5:2: Esse método permite que você coma normalmente 5 dias da semana, enquanto restringe o consumo de calorias para 500-600 durante os outros dois dias.

 

 

Estudos têm demonstrado benefícios decorrentes do JI tanto à saúde física quanto mental. Dentre eles:
1. Altera a Função das Células, Genes e Hormônios 
Durante o período o corpo realiza processos de reparação celular e transformações, inclusive na expressão gênica. Os níveis de insulina caem, facilitando a queima de gordura e os hormônios do crescimento aumentam.

2.Manutenção do Peso

Com a ingestão menor de calorias, há um amento do metabolismo, o que contribui para a manutenção do peso.

3. Redução na Resistência à Insulina e do Risco da Diabetes Tipo II
Contribui para reduzir os níveis de insulina no sangue e, com isso, pode auxiliar na prevenção do diabetes tipo

4. Benéfico para o Coração
Pode contribuir com redução de fatores de risco para doenças cardíacas como pressão arterial, colesterol, triglicérides e inflamações em geral.

5. Reparo celular 
O Jejum estimula as células do corpo a desenvolverem um processo celular para remover resíduos, chamado de autofagia. Este mecanismo pode prevenir de doenças como câncer e Alzheimer.

6. Contribui com a saúde mental
Pode aumentar o crescimento de novos neurônios e proteger o cérebro contra danos.

7. Ajudar no manejo de doenças neurodegenerativas
Estudos começam a apontar que a prática pode proteger o cérebro de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e contribuir para melhorar os sintomas.

jejum intermitente

Com a frequência da prática, o JI condiciona o corpo a trabalhar de maneira diferente. O jejum atua no sistema metabólico e na produção hormonal, contribuindo com o bom funcionamento do organismo.
Mas o jejum é para todo mundo? Quem não pode fazer?  Gestantes, lactantes, pessoas com hipoglicemia, pressão baixa, abaixo do peso e pessoas com quadro ou que já tiveram algum distúrbio alimentar, entre outras, devem evitar fazer o jejum, ao contrário deve-se procurar seu nutricionista para lhe acompanhar e dizer se essa é mesmo a melhor estratégia para o seu objetivo e qual o melhor protocolo a ser seguido com segurança.

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