O que significa Low Carb?

Por Zélia Sbaraini

Low Carb é um conceito alimentar que propõe uma dieta baixa em carboidratos. O conceito estabelece ainda a exclusão de processados e os industrializados.

Além disso, este método defende que seja priorizado o consumo de carboidratos de baixo índice glicêmico, aqueles cuja glicose (açúcar) é absorvida em uma velocidade mais lenta e por isso não há picos de glicose e nem de insulina no organismo.  Dentre os  alimentos permitidos: carnes magras, gorduras boas, legumes, verduras, hortaliças, tubérculos e frutas de baixo índice glicêmico.
Por isso, podemos esclarecer que os benefícios da Low Carb vão além de perder peso.

Para entender melhor a questão da redução da ingestão de carboidratos, acontece o seguinte: quando há um consumo de pães brancos, massas, biscoitos, doces e tantos outros produtos ricos em carboidratos, o organismo automaticamente os transforma em glicose, ou seja, em níveis excessivos de açúcar no sangue.
Para reduzir esta quantidade de açúcar o corpo libera insulina que realiza três tarefas básicas: 1. suspende a queima de gordura; 2. converte açúcar em gordura; e 3. acelera o estoque de gordura. E mesmo que o açúcar no sangue diminua, ainda haverá insulina circulando na corrente sanguínea, então fica inviável transformar esta gordura toda em energia, acumulando-a e, pela escassez desse nível energético no corpo, ele pede mais comida.

Em contrapartida, quando reduzimos a ingestão de carboidratos os níveis de insulina no sangue caem e os níveis dos hormônios glucagon e GH aumentam. E, como é a insulina que “segura” a gordura dentro do tecido adiposo, evitar os carboidratos faz com que a gordura acumulada seja liberada e processada para produzir energia.
Por isso, os alimentos consumidos na Low Carb são “hipoinsulínicos”, ou seja, não estimulam a liberação de insulina, permitindo assim que seu corpo utilize a energia que precisa para sobreviver a partir da queima da gordura.
Outro ponto em favor cabe aos triglicérides, que são um fator de risco para doenças cardíacas, caem drasticamente com a redução do carboidrato. O HDL, colesterol bom, aumenta exatamente pela inclusão de gorduras de boa qualidade. Os níveis de insulina e glicose caem, reduzindo os riscos de diabetes tipo 2. A duração da dieta  vai depender da resposta individual de cada organismo.
Ressaltando que a dieta só deve ser aderida com o auxílio de um profissional, pois ele vai orientar individualmente a ingestão de nutrientes para suprir as reais necessidades do organismo do paciente.

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